Foto: Beto Albert (Arquivo/Diário)

Às vésperas do primeiro turno das eleições gerais, marcado para este domingo (4), a segurança das urnas eletrônicas e os procedimentos adotados antes, durante e depois da votação estão entre os pontos destacados pelo juiz eleitoral da 41ª Zona Eleitoral de Santa Maria, Carlos Alberto Ely Fontella. Em entrevista ao programa Direto da Redação, da TV Diário, nesta quinta-feira (1º), ele explicou mecanismos utilizados para verificar os equipamentos e registrar os resultados das seções eleitorais.
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Fontella lembrou que a urna eletrônica é utilizada há cerca de 30 anos no país e comparou o sistema atual com o período em que a votação era realizada por meio de cédulas de papel. Ao abordar os questionamentos sobre a segurança dos equipamentos, afirmou:
— O que eu posso dizer é o seguinte: a urna eletrônica é plenamente confiável. (...) Vários procedimentos são feitos, procedimentos de criptografia, procedimentos da integridade da urna.
Entre esses procedimentos está a emissão da chamada zerésima, documento impresso antes do início da votação para demonstrar que a urna não possui votos registrados para nenhum candidato. Ao final do período de votação, é emitido o Boletim de Urna (BU), que apresenta a quantidade de votos registrada naquela seção.
As etapas fazem parte dos procedimentos oficiais da Justiça Eleitoral.
“A urna eletrônica não está ligada a rede nenhuma”
Outro ponto ressaltado pelo juiz é que a urna utilizada para registrar os votos não permanece conectada a rede durante a votação.
— A urna eletrônica não está ligada a rede nenhuma — afirmou Fontella.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que a urna funciona de forma isolada e não possui mecanismos para conexão à internet durante a votação. Ao término dos trabalhos, o resultado de cada seção é gravado em uma mídia, enquanto uma cópia permanece armazenada na própria urna. O Boletim de Urna também é impresso no local.
Conforme explicou Fontella, as mídias são encaminhadas à Justiça Eleitoral para que os dados sejam transmitidos e totalizados. O juiz estima que, se o processo transcorrer normalmente, os resultados referentes a Santa Maria possam estar consolidados por volta das 20h de domingo.
Celular não pode ser levado à cabine de votação

Além da segurança dos equipamentos, Fontella chamou a atenção para regras que devem ser observadas pelos eleitores. Uma delas é a proibição do uso de celular dentro da cabine de votação, medida destinada a preservar o sigilo do voto.
A regulamentação do TSE estabelece que celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir a escolha do eleitor devem ser deixados, mesmo desligados, em local indicado pela mesa receptora antes de a pessoa entrar na cabine.
No dia da eleição, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor, inclusive por meio de camisetas, adesivos e outros símbolos. Já aglomerações com finalidade de manifestação coletiva não são permitidas nos locais de votação.
Fontella também citou entre as irregularidades, que podem ocorrer no domingo, a boca de urna, distribuição de santinhose transporte irregular de eleitores.
Fiscalização e denúncias
A fiscalização contará com atuação das forças de segurança e da Justiça Eleitoral. Conforme Fontella, Polícia Civil, Polícia Federal e Brigada Militar trabalham de forma conjunta durante o período eleitoral. Possíveis irregularidades podem ser comunicadas às autoridades e à própria Justiça Eleitoral.
Entre os canais disponíveis está o Pardal, aplicativo regulamentado pelo TSE para as eleições de 2026 e destinado ao encaminhamento de denúncias sobre propaganda eleitoral irregular. A ferramenta permite descrever a ocorrência e anexar registros como fotos e vídeos. Outras situações, como possíveis crimes eleitorais, podem ser direcionadas aos canais do Ministério Público Eleitoral.
Fontella ressaltou que registros que ajudem a demonstrar uma eventual irregularidade podem contribuir para a apuração. No entanto, a produção de imagens não pode ocorrer dentro da cabine de votação.
Confira a entrevista completa: